A História dos Buttons

Conhecidos por muitos nomes – buttons, button badges, flair, bótons, bottons, broche, pin – eles estão em todos os lugares. Vistos em jaquetas, bonés e mochilas pelas ruas; nos aventais e uniformes em empresas, lanchonetes e supermercados, esses pequenos notáveis são outdoors móveis em miniatura, que transmitem um volume enorme de informação sem a necessidade de dizer uma palavra sequer.

E isso foi percebido pelos políticos há séculos atrás.

Bótons políticos sempre fizeram parte da política americana, com George Washington e muitas outras pessoas vestindo seu primeiro bóton político em 1789, em sua primeira posse, que ocorreu em Nova York. Os bótons de bronze mais pareciam um botão de roupa, e continham a frase “G.W. – Long Live the President”.

Em 1824 os bótons foram usados pela primeira vez em campanhas, que culminaram na vitória de John Quincy Adams sobre Andrew Jackson.

Com a chegada da primeira patente para bótons usando fotografias, os bótons para a campanha presidencial de 1860 agora também mostravam os rostos dos candidatos. Isso permitiu que os eleitores vissem (e vestissem) as fotos de seus candidatos preferidos, incluindo Abraham Lincoln. Um pequeno orifício permitia que os usuários costurassem seus bótons nas roupas ou prendê-los em cordões.

Em 1892, o bóton começa a mudar. Whitehead and Hoag, Co., uma empresa de New Jersey dá entrada em uma patente, finalmente aprovada em 1896. A patente do celulóide, um composto de alta qualidade usado para criar impressões com cores mais vibrantes e qualidade, permitiu com que a Whitehead and Hoag começasse a produzir bótons mais modernos, semelhantes a alguns modelos ainda usados hoje em dia. A produção de bótons tornou-se mais barata, pois agora eles podiam usar uma imagem colorida, envovê-la sobre um disco metálico e cobri-la com celulóide.

A corrida presidencial McKinley-Brian em 1896 popularizou não somente os bótons de campanha política mas o bóton em si, como o conhecemos hoje. Mais de 800 modelos diferentes de bótons foram feitos somente para McKinley. Um delegado em uma convenção republicana em St. Louis fez um pedido de 25000 unidades dos bótons de McKinley para distribuir aos eleitores, o que muitos acreditam ter ajudado a McKinley conseguir a nomeação de seu partido.

Whitehead and Hoag se estabeleceram como o mais antigo e maior fabricante de bótons durante a primeira metade do século XX. Com esse novo meio de propaganda, diversas empresas, em particular as de balas, chicletes e cigarros, imediatamente reconheceram o valor promocional dos bótons ao distribuí-los com a compra de seus produtos. Foi durante essa era dos bótons clássicos que padrões para o meio foram definidos, o que em parte também moldou nosso gosto por esse poderoso acessório e seus usos.

Através do séc. XX, candidatos usaram bótons de campanha para ajudar em suas eleições, mas o ápice de seu sucesso ocorreu nas décadas de 1960 e 1970. Os candidatos podiam medir o suporte que possuiam ao olhar quantas pessoas vestiam seus bótons.

Primeiros bótons políticos no Brasil

Outros bótons do decorrer da história política brasileira

Já no final da década de 70, a popularidade dos bótons políticos como ferramenta de marketing caiu entre os políticos, já que as campanhas começavam a gastar boa parte de seus recursos em propagandas na TV. Dessa forma, como meio de arrecadar fundos ao mesmo tempo que corta custos, os candidatos começaram a vender seus bótons de campanhas, ao invés de os distribuir aos montes como fizeram no passado. Hoje, bótons vintage de campanhas são altamente colecionáveis e frequentemente são encontrados em brechós, vendas de garagem ou na internet.

Além dos bótons políticos, bótons de protesto vieram com um propósito importante, tendo sobrevivido e evoluído através da história conforme novas causas vão surgindo. Desenhado em 1958, o símbolo da paz é um dos símbolos modernos mais icônicos e duradouros. Esse símbolo internacional para a paz foi usado pela primeira vez naquele mesmo ano por ativistas na Inglaterra, durante uma marcha de protesto pelo desarmamento nuclear.

As primeiras bandas de rock viram o potencial dos bótons como uma forma barata de entrarem em contato com seus fãs. Além disso, os bótons poderiam gerar renda extra, servir como propaganda e impulsionar a promoção da banda, seu disco ou turnê atual. Bandas e artistas punk adotaram e popularizaram o mini-button (2,5cm) graças a uma empresa londrina chamada Better Badges, que produziram milhões de bótons entre 1976-1982. A tendência evoluiu e surgiram os fans sets, kits de bótons expostos e embalados em papel cartonado. Ainda hoje, o mini-button ainda é o tamanho preferido por bandas, embora os de 3,5cm também sejam muito populares.

E então veio a “carinha feliz” ou “smiley”. Foi um logo desenhado por Harvey Ball em 1963 para o State Mutual Life Assurance Company, onde primeiramente foram confeccionadas 100 unidades para distribuir entre os empregados e elevara moral. Mas foi somente em 1970, quando o Smiley foi associado à frase “Tenha um Bom Dia” que ele alcançou seu status de ícone. Somente em 1972, estima-se que mais de 50 milhões de bótons do Smiley foram vendidos, antes que a febre desaparecesse.

Nas décadas de 60 e 70, os bótons não eram usados somente por políticos, protestantes, anunciantes e bandas. Houve o surgimento de um novo tipo de bóton. As pessoas começaram a utilizar bótons em jaquetas jeans por diversão e auto-expressão, muitos deles com dizeres irreverentes e/ou capciosos.

Os bótons até mesmo tiveram posição privilegiada em um filme. Quem irá esquecer do papel que os bótons tiveram no filme “Como enlouquecer seu chefe”? O termo flair surgiu naquele filme e foi instantaneamente transformado em sinônimo tanto de bótons em geral quanto do filme em si.

1999 - No filme “Como enlouquecer seu chefe” (Office Space), Joanna (Jennifer Aniston) e seu gerente (Mike Judge) discutem o uso dos bótons ou flairs.

Hoje, assim como no passado, muitos negócios descobriram os benefícios do uso de bótons para promoção e marketing. Concebidos para intrigar e informar, bótons tem o poder de facilmente atrair o consumidor e encorajar um diálogo com funcionários.

Através da história, conforme houve desenvolvimentos na tecnologia e na manufatura, o bóton evoluiu da sua origem política. Rever a história dos bótons oferece uma oportunidade fascinante para reflexão – em termos de causas, atitudes e interesses. Bótons não são apenas um acessório de moda, mas são principalmente como um outdoor pessoal que permite mostrar suas crenças e paixões. Como uma tendência que se resiste ao tempo, o bóton continua sendo reinventado e sendo relevante para novas audiências e gerações.

Anúncios

Uma resposta to “A História dos Buttons”

  1. kelly 29 de março de 2011 às 1:06 am #

    ola!
    Estou fazendo um trabalho monografico sobre buttons e estou com dificuldades em encontrar historicos que falem sobre o assunto. Achei muito interessante o que voce postou, mas para que seja valido as informacoes p/ o meu trabalho precisaria saber a fonte.
    Gostaria de ti pedir o favor de que voce me enviasse as fontes com oS NOMES DOS AUTORES E/OU LIVROS que voce obteve estas informaçoes.

    Agradeço desde ja ja pela tua atencao!

    Obgda!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: